Interferência nº5

16/12/2009

A primeira interferência que pretendia-se nesta foto era o rebatimento da orla. Nota-se que a paisagem não está refletida, mas sim rebatida transmitindo discrepância entre as paisagens. Em segundo momento, foi aplicado o efeito de  cutout e uma textura aquática sobre a parte de cima da foto. A proposta com esta interferência é criar no “leitor” uma quebra de expectativa e, ao mesmo tempo, o desconforto de uma orla onde o mar está em cima e o horizonte é apenas um proto-rascunho do que deveria ser, enquanto o reflexo, ou seja, a aparência, a pretensão, o simulacro, é o que se tem de claro e evidente.

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Interferência nº4

16/12/2009

A interferência nº4 assume um caráter diferenciado e inovador a medida que tece um mosaico, um vitral de cenas do cotidiano urbano: um homem falando ao celular, um morador de rua, um carro e uma fachada.

A mescla é feita como em um templo, narrando uma história e transmitindo um testemunho, no caso, o testemunho do ordinário, do diário. Cada imagem que compõe o mosaico foi individualmente tratada com o objetivo de reforçar o oposto do que representa.

O homem à janela antiga, fala ao telefone – sinal de modernidade. A esta foto foi aplicado o efeito de sépia deslocando-o para um passado com significados mais simples.

O carro e a fachada recebe um tratamento de esmaecimento, parecendo defasado, desatualizado, antigo, apesar de se tratar de um carro atual e de uma fachada reformada.

O morador de rua é envolto por um filtro que torna suas cores destacadas. A vivacidade das cores contrata com a condição social do indivíduo. O recurso do filtro nesta imagem se deu por uma crítica à estética da telenovela que com filtros glamouriza situação que estão distantes do simulacro social.